quarta-feira, 23 de junho de 2010

Falando sobre nosso diploma

O assunto não é recente, mas vale a pena falar sobre.


Pensando na não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, podemos chegar a duas evidentes conclusões: deveria ser necessário (a minha opinião). Não deveria ser necessário (respeito e digo o por quê).

É fácil defender a obrigatoriedade do diploma depois de ter estudado por quatro anos para se formar jornalista sabendo o que se passa dentro de uma universidade, os conceitos técnicos que se aprende em uma graduação e, além dos conhecimentos específicos, o que se aprende sobre ética, teorias etc.

Porém, confesso que pelo menos "30% da minha pequena bagagem jornalística" foi construída em trabalhos praticados, indo a campo e vivendo a rotina de um jornalista. Daí parte o respeito pela não obrigatoriedade do diploma.

Seria muita hipocrisia de minha parte não respeitar e até mesmo não admirar grandes trabalhos de pessoas que trabalham na imprensa que, porém não possuem diploma, como também seria, dar crédito somente a materiais elaborados por diplomados, sabendo que há muito material fabricado e devido à necessidade da rapidez da informação, não checado, o que vai contra um dos principais princípios do jornalismo.

Após fazer uma pequena análise na situação do antes e depois da tal não obrigatoriedade, não pude notar uma grande diferença nos padrões jornalísticos, tampouco no mercado, o que retrata o que estou defendendo neste espaço, ou seja, o jornalista deve ser jornalista não só por formação, há de haver a capacidade pessoal e intuitiva para que exista um bom profissional, dessa forma, nunca faltará espaço para o profissional, nem qualidade nas informações prestadas.

Definitivamente, o que penso sobre essa dualidade, é que o jornalista não é formado somente na universidade, pois nada adianta, se essa pessoa não ir a campo e conhecer a atividade, entretanto, a maior parte do jornalista está lá e isso deve ser valorizado.

3 comentários:

  1. Ainda acredito que o diploma seja necessário para que se exija o mínimo de formação para um jornalista. Porém respeito a opinião contrária.

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  2. Eu acho que independentemente de diploma, todos os profisisonais devem ter a ética como seu principal instrumento de trabalho. Também acho necessário a obrigatoriedade do diploma. Mas ressalto que, de nada adianta a formação acadêmica se a função for exercida de maneira partidária, vendida e sem princípios.

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  3. Não só deveria ser obrigatória a formação acadêmica para o exercício do jornalismo como também defendo que deveria existir um exame de ordem, nos moldes da OAB, no sentido de qualificar o mercado de trabalho no Brasil, para todos os ramos e profissões.

    Quanto universitário estúpido se forma por ano onde o único mérito foi pagar as mensalidades em dia? Que tipo de profissional é esse que chega ao mercado?

    A questão é que no Brasil o diploma é só um detalhe, acessível a todos, burros, inteligentes, pobres, ricos, mas que não tem peso em quase nada. O diploma deveria ser o prêmio máximo ao aluno que se esforçou durante 4, 5, 6 anos e de fato aprendeu, sendo aprovado em um exame ao final do curso, provando para a sociedade que ele é apto a exercer a função a qual escolheu como carreira, independente da sua condição social.

    Não estou dizendo que isso é o que diferencia um bom profissional de um profissional ruim. Estou dizendo que se aumentarmos o "nível de corte", o nível de exigência, mal não faria para o País... Mas é claro que a estruturação educacional deve ser revista lá de baixo, ensino fundamental, médio, para depois podermos exigir algo do ensino superior.

    Competência e inteligência deveriam andar juntos com a capacidade de uma pessoa concluir um curso teórico de graduação. De nada vale você ser foda no que faz se não tem diploma na área e ponto final. Tem que ser assim. Ou então acaba-se com as faculdades... Se você, com o nível médio concluído, se matar de estudar, passar em primeiro lugar em um concurso para Delegado da Policia Federal, você pode chorar e espernear mano... não assume. Diploma obrigatório.

    Pra nego pegar microfone e câmera não precisa de diploma. Agora, para ser contratado por uma empresa do ramo, na minha visão deveria ser obrigatório sim. Valoriza a profissão, valoriza o profissional e valoriza a imprensa em si, tão criticada no País, mas com um papel tão relevante nos momentos históricos do Brasil.

    Para o País ir pra frente, medidas radicais devem ser tomadas. Senão...ficamos na mesma!

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